domingo, 22 de setembro de 2019

Será Deus castigador?


Há duas correntes : uma a criacionista e a outra a evolucionista.

A primeira tendo adeptos em conservadores e pessoas que lêem a Bíblia de forma  simplista e muito à letra e não ao espírito. Os adeptos da teoria evolucionista acreditam que a natureza foi evoluindo ao longo de milhões de anos e o próprio ser humano é fruto de uma metamorfose permanente.

Os "castigos da Natureza" também são  as explicações que os criacionistas admitem para a existência de tufões,  fogos devastadores, vulcões em erupção, etc. A própria Bíblia é o argumento em que se escudam.  Sodoma e Gomorra e tantos episódios narrados nas Sagradas Escrituras servem de estribo aos seus raciocínios.

A corrente evolucionista, mais realista e apegada à ciência, vê nas calamidades, nos fenómenos meteorológicos aberrantes, nas alterações climáticas como consequência natural do comportamento pouco sensato do ser humano que paulatinamente vai destruindo a natureza e gerando estas situações.
Einstein acreditava no chamado Deus de Espinoza. Vejamos o que lhe (a Espinoza) disse Deus:


MENSAGEM DE DEUS, SEGUNDO BARUCH SPINOZA
 
“Pare de ficar rezando e batendo no peito! O que quero que faça é que saia pelo mundo e desfrute a vida. Quero que goze, cante, divirta-se e aproveite tudo o que fiz pra você.
Pare de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que você mesmo construiu e acredita ser a minha casa! Minha casa são as montanhas, os bosques, os rios, os lagos, as praias, onde vivo e expresso Amor por você.
Pare de me culpar pela sua vida miserável! Eu nunca disse que há algo mau em você, que é um pecador ou que sua sexualidade seja algo ruim. O sexo é um presente que lhe dei e com o qual você pode expressar amor, êxtase, alegria. Assim, não me culpe por tudo o que o fizeram crer.
Pare de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo! Se não pode me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de seus amigos, nos olhos de seu filhinho, não me encontrará em nenhum livro.
Confie em mim e deixe de me dirigir pedidos! Você vai me dizer como fazer meu trabalho?
Pare de ter medo de mim! Eu não o julgo, nem o critico, nem me irrito, nem o incomodo, nem o castigo. Eu sou puro Amor.
Pare de me pedir perdão! Não há nada a perdoar. Se eu o fiz, eu é que o enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso culpá-lo se responde a algo que eu pus em você? Como posso castigá-lo por ser como é, se eu o fiz?
Crê que eu poderia criar um lugar para queimar todos os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que Deus faria isso? Esqueça qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei, que são artimanhas para manipulá-lo, para controlá-lo, que só geram culpa em você!
Respeite seu próximo e não faça ao outro o que não queira para você! Preste atenção na sua vida, que seu estado de alerta seja seu guia!
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é só o que há aqui e agora, e só de que você precisa.
Eu o fiz absolutamente livre. Não há prêmios, nem castigos. Não há pecados, nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Você é absolutamente livre para fazer da sua vida um céu ou um inferno.
Não lhe poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso lhe dar um conselho: Viva como se não o houvesse, como se esta fosse sua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não houver nada, você terá usufruído da oportunidade que lhe dei.
E, se houver, tenha certeza de que não vou perguntar se você foi comportado ou não. Vou perguntar se você gostou, se se divertiu, do que mais gostou, o que aprendeu.
«Pare de crer em mim! Crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que você acredite em mim, quero que me sinta em você. Quero que me sinta em você quando beija sua amada, quando agasalha sua filhinha, quando acaricia seu cachorro, quando toma banho de mar.
«Pare de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra você acredita que eu seja? Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que me agradeçam. Você se sente grato? Demonstre-o cuidando de você, da sua saúde, das suas relações, do mundo. Sente-se olhado, surpreendido? Expresse sua alegria! Esse é um jeito de me louvar.
Pare de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que o ensinaram sobre mim! A única certeza é que você está aqui, que está vivo e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisa de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procure fora. Não me achará. Procure-me dentro de você. É aí que estou, batendo em você.”»
 
 
A outra corrente acredita nos castigos divinos, e na oração como forma de aplacar a ira divina, descurando, como é óbvio a ciência e a forma de ultrapassar e contornar os "desmandos da Natureza"
 
Ao leitor, que julgo inteligente e sensato,  deixo o cuidado e atarefa de  julgar por si próprio..
 
 
 Como se vê pela afirmação de Madre Teresa de Calcutá, que está  no dealbar da santificação, ela  parece não acreditar muito no poder da oração, mas sim na acção. Será que ela é uma evolucionista racional?

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Os papéis do Panamá?!! Alguém os escondeu?! quem?!!!

Eis aqui a excelente reflexão de Paulo Teixeira de Morais, uma voz lúcida no pântano em que se transformou a política portuguesa:



«Ricardo Salgado, o ainda DDT (dono disto tudo) costumava dizer aos amigos que trazia no bolso A LISTA de políticos e jornalistas a quem fazia pagamentos. Quando o Expresso prometeu, há já mais de três anos, “a divulgação da lista do SACO AZUL DO GES (de Ricardo Salgado) COM AVENÇAS A POLÍTICOS”, que constituíam a maioria dos envolvidos nos PANAMA PAPERS - todos ficámos expectantes. Até hoje! Estão identificadas, neste escândalo, 246 entidades com ligações ao nosso país – mas, ao fim de mais de três longos anos, não foram ainda revelados os nomes dos políticos portugueses envolvidos. A opinião publicada amedrontou-se e apostou no esquecimento da Opinião Pública. Mas NEM TODOS ESQUECEM. Continuamos à espera, ao fim de mais de três anos! Exigimos que alguém nos esclareça. Exigimos uma explicação a Ricardo Salgado ou à Direcção de Informação responsável pelo Expresso de Balsemão (ambos na foto).
Com o Regime em decadência acelerada, Ricardo Salgado continua à solta e a mandar, está de férias. Os políticos beneficiários do Saco Azul continuam na Política e os Jornalistas quedam silenciosos e, por isso mesmo, nos seus confortáveis locais de trabalho, Já não para informar, mas para silenciar!»



E o Senhor Provedor do Povo Português, o Senhor PR, que diz a isto?!