quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O acontecimento do ano!!!





 
 

Não, não é a vinda do Papa Francisco ao santuário de Fátima, nem as calamidades naturais que se abateram sobre o nosso país (fogos e seca prolongada), nem mais umas distinções para Cristiano Ronaldo o nosso melhor futebolista de sempre, que são o episódio do ano.

O acontecimento do ano foi, na minha modesta opinião, a acusação formal no âmbito da chamada "Operação Marques".
Ela é a prova de que a justiça, muito embora criticada longa e  legitimamente durante anos, pode erigir-se com dignidade, no pântano das governamentalizações e dos conluios subterrâneos. Ela prova que, quando servida por gente séria e honrada (sem desprimor para os restantes,  cumpre destacar o juiz Dr Carlos Alexandre e a Procuradora Dra Joana Marques Vidal) pode e deve seguir em frente e não amochar aos poderes financeiros e/ou politicopartidários que a procuram estrangular e capturar.

Uma comunicação social,  por vezes serviçal e enfeudada  quis desonrar a investigação e os seus principais agentes. Sabemos que  o engºJosé Sócrates manipulou a seu bel prazer o chamado Quarto Poder. Sabemos bem  que nomeou para postos chaves (ou sugeriu a nomeação como se prova pelas escutas) gente de sua inteira confiança. Ele ainda tem no aparelho judiciário e no tecido mediático homens de mão capazes de tudo.
O país abriu os olhos de espanto. As homenagens surgiam como cogumelos em manhã chuvosa, e os turibulários, quais brigada do reumático do tempo da outra senhora, apareciam, dobrando a cerviz com a gratidão e a cumplicidade óbvias, a clamar com exuberância e indignação contra a justiça justicialista que perseguia um homem imaculado que queria ser presidente da República e  que foi preso só por isso...exclusivamente por isso!
E que era tudo um "romance", uma "cabala", um "embuste", uma vingança fruto da inveja mesquinha, do ódio e do ciúme, por uma personalidade lucilante, capaz de escrever livros com muita saída e  fazendo até  pasmar Minerva e os deuses do olimpo com a sua aura messiânica, o seu encanto carismático, o seu génio criativo, a sua eloquência verbal a recordar um Demóstenes ou um Sófocles.

Um juiz com personalidade cinzentona,  diziam,  com asco, profundamente invejoso do seu sucesso junto das mulheres, da sua capacidade realizadora, da sua performance literária, do seu ecumenismo e capacidade para estreitar relações de amizade com os mais poderosos líderes mundiais, vestia a pele de algoz implacável. Um juiz assim e assado, que deveria ser afastado por isto e por aquilo, mas que se manteve sereno e cordato, indiferente aos dichotes mediáticos, às perseguições familiares que chegaram ao ponto de escrutinarem os amigos e os restaurantes, as contas bancárias e até os empréstimos contraídos para satisfazer dívidas pessoais.

O dono disto tudo, o  tal banqueiro Dr Ricardo Salgado, que apadrinhava escritores e treinadores, pintores e certa pseudointeletualidade que cirandava na babugem dos poderes, foi-se descobrindo aos poucos, através de ligações e concatenações diversas, funcionava como o corruptor-mor do reino, o todopoderoso aliciador de políticos e de empresários alçapremados ao pódio por forças ocultas escondidas nalgum templo maçónico,  ou endeusadas por uma comunicação social faminta de benesses e sempre vergada aos poderes financeiro e político da hora passante.
Cleptocracia e plutocracia numa simbiose perfeita!

Tudo foi deslindado e passado a acusação formal com cerca de quatro mil páginas recheadas de ligações comprometedoras e bem fundamentadas. As escutas e os documentos que foram surgindo, tarde e a más horas diga-se em abono da verdade, pois as cartas rogatórias demoravam a chegar,  e os suspeitos faziam tudo para evitar a transparência total, usando todos os meios ao seu alcance para protelar  e/bloquear essa procura da verdade material, foram o alicerce, o  betão que plasmou todo o edifício acusatório. Surgiram documentos que fizeram luz (se não total, pelo menos parcial) sobre os esquemas e as engenharias financeiras subjacentes a tais manobras. Testas de ferro, fiduciários ocultos, agentes duplos e facilitadores de negócio, tudo surgiu à luz do dia perante o espanto, esse sim,  inesperado, de uma população aturdida com a grandeza do esbulho, com a complexidade das tenebrosas teias que se iam patenteando. 

Esta acusação poderá não ser confirmada na sua totalidade. Poderão cair alguns crimes, mas na sua maioria, pelo que se vai vislumbrando,  não cairão e será muito difícil aos suspeitos confirmarem a sua tese de "perseguição política", "inveja pessoal", "ciúme doentio", "cabala",  a não ser que surja alguma figura "politicamente grata" ou "fiel maçónico dependente" a destruir todas as provas e a deturpar todo o arsenal de dados obtidos com tanto esforço e tanta canseira. No reino das probabilidades tudo é possível.

 A cautela e a precaução nunca serão demais. Há que estar bem atento aos sinais.

Eis algumas provas do que se afirma acima;
Mário Soares
Ameaças de Sócrates ao Estado Português

Mário de Almeida incensando Sócrates

Sócrates e José Rodrigues dos Santos

José Eduardo Moniz ataca Sócrates (caso Freeport e tratamento da TVI)

domingo, 24 de dezembro de 2017

Entrevista com Santana Lopes e com Rui Rio (Ficcionadas)


Os motores vão aquecendo. A próxima disputa eleitoral no PSD promete. Pedro Santana Lopes e Rui Rio são as referências. Para que se possa ajuizar da sua valia intrínseca, aqui vai uma entrevista, sui generis, ficcionada, procurando  reproduzir uma imagem divertida e iconoclasta destes dois vultos da nossa intelectualidade...

__Dr Santana Lopes, o que pensa do país e do atual governo?
__O país está um pouco melhor mas ainda vai mal, muito mal. O governo atual melhorou alguns indicadores mas continua frágil. As reformas estruturais foram substituídas por maquilhagem com efeitos imediatistas, o longo prazo virá dar razão ao meu criticismo.
__Então  é cético?
__Não, acredito nalgumas virtualidades, sei que o Dr Costa é um otimista inveterado e tem contagiado até alguns parceiros europeus. Mas a mim ainda não convenceu totalmente. Falta-lhe carisma, aquele élan que define os verdadeiros líderes como eu ou o Dr Sá Carneiro...
__Continua a rever-se no seu ídolo? Sá Carneiro mora no seu espírito? Ou é apenas um truque para apelar ao saudosismo dos militantes?
__Eu sou cem por cento fiel e direi mais: sou o herdeiro legítimo do seu legado! Sá Carneiro se fosse vivo votaria em mim.
__Que faz falta à nossa economia para levantar voo? Descolar do marasmo em que se encontra?
__Um país como o nosso, periférico e dependente de vários centros de decisão precisa de uma conjuntura favorável. Espanha precisa de continuar a expandir-se. A UE precisa de acreditar mais em nós.  Precisamos de mais casinos e de mais Santas Casas da Misericórdia para termos o sucesso total.
__Mas os casinos criam riqueza, de per si? As Santas Casas são alavanca propulsora dos mecanismos económicos?
__O nosso sistema fiscal ainda é pouco eficaz. Os casinos servem para sacar algo a quem tem muito e gosta de aventuras. Essas aventuras contribuem para o enriquecimento do Estado, Se há quem fuja ao fisco em grande escala, depois deleita-se no jogo,  e é aí que entra a máquina estatal capturando as gorduras supérfluas de algumas entidades : quanto às Santas Casas elas entroncam na mesma filosofia: coesão social,  apoio aos mais carenciados, usando o jogo como alavanca. Eu sei do que falo. Sou adepto de uma filosofia regeneradora da sociedade. Os ricos, os possidentes, os argentários, devem pagar uma parte da crise que geram com a sua estratégia de acumulação. Daí esta minha filosofia...

__Dir-se-á que é uma casinoterapia? Não será mais uma viciação? Ou será que é o novo Robim dos Bosques em ação, tirando aos ricos para dar aos pobres?

__ Não será bem isso, mas a regeneração, como eu a antevejo, deverá passar por  uma estrat´
egia de emagrecimento dos economicamente fortes e, em simultâneo, pelo desempobrecimento dos mais frágeis  É essa a verdadeira social-democracia como eu a vislumbro.

__Outro tema: o assédio sexual está agora na moda, tudo e todos são acusados de o terem feito alguma vez. Não teme, atendendo ao seu passado de D. Juan, que surjam algumas vítimas de assédio para ensombrar a sua campanha? Há gente que até desejou ser assediada e como não teve recetividade, poderá querer vingar-se agora... Não teme essa possibilidade?
__Ainda bem que fala desse tema. Sempre gostei de colinhos. ´E um facto. Mas de mulheres, sempre maiores, nunca de menores. Contudo, sei que há quem queira protagonismo a todo o transe e, por isso, estarei atento a essa vertente. Admito que com a crise que se vive haja quem queira ganhar algum à custa disso. E modas são modas. Terei cuidado e já estou preparado para isso...
__Que acha do seu adversário, Rui Rio?!
__Acho que é um pouco excessivo. Então na cultura é um forreta, se lhe falam em cultura ele saca da pistola. Mas a austeridade também faz falta, sobretudo no carácter e admiro o seu carácter nessa vertente.



__Dr Rui Rio. o que pensa do atual governo?
__Olhe eu fico feliz com a felicidade dos outros. Quanto aos adversários, não é pelo simples fato de o serem,  que vão mudar essa minha postura. Agora há coisas positivas e negativas. As positivas são a saída do procedimento por défice excessivo,  a nomeação do dr Mário Centeno para  liderar o eurogrupo, a contenção do défice, dentre outras. Contudo, a forma como se deixou o país na questão dos  fogos, e o fogo maior que é a dívida externa que  poderá agravar-se se nos descuidarmos com imediatismos visíveis no curto prazo mas de efeitos negativos no médio e longo prazos, então o cenário será menos agradável. O cenário é preocupante.
__Enfim, dá nota positiva este governo, neste momento?
__Não dominando todos os dados, aceito dar essa nota, sem dúvidas. Mas com um ponto de interrogação entre parêntesis...
__Que nota dá ao seu adversário direto Santana Lopes?
__Aprecio a sua frontalidade mas o seu desejo de debates, parece-me excessivo e é talvez a ânsia de através do verbo fácil compensar um défice de eficácia curricular... mas é a minha modesta ideia. Não é pessoa de má nota, mas denota um excessivo desejo de protagonismo o que lhe retira capacidade executiva. É muito de show-off .Dou-lhe um dez, numa escala de zero a vinte.
__Acha que ele quando primeiro ministro foi bem demitido por Jorge Sampaio?
__Não estou na posse de todos os dados, como é óbvio, mas algo aconteceu de facto. A falta de coordenação era notória, muito embora isso também se tenha verificado com este governo aquando dos fogos. No entanto, o que se me afigura mais letal (passe o termo) foi a sua propensão para se devotar com demasiada paixão ao mundo cor-de-rosa. As inaugurações, aquelas descentralizações que nada de concreto tiveram,  um certo narcisismo exibindo os seus dotes oratórios na comunicação social. Enfim, algo  a que eu procuro fugir para evitar cair nos mesmos cenários.
__O que acha da social-democracia?
__Entendo que é o caminho mais humano para a criação de um mundo mais justo, mais solidário, onde a liberdade e a responsabilidade coexistam em ordem a uma melhor distribuição do rendimento nacional e a um mais equitativo esforço financeiro de todos (famílias e empresas) no tocante a reformas estruturais e mecanismos reguladores.
__ Se Sá Carneiro votasse, com o seu perfil humanista, acha que o escolheria a si?
__É óbvio que sim, pois me identifico com o seu ideário. Sei que o dr  Santana Lopes abusa dessa invocação, mas está no seu direito, eram muito amigos. Respeito esse excesso. Contudo a exaltação dos mortos em proveito próprio tem um nome: necrolatria!

__O que pensa daquele comentário do professor Cavaco Silva dizendo que a Lei de Gresham funcionou referindo-se a determinada figura do seu partido, num dado momento histórico.
__Acho que o professor foi infeliz. Essa afirmação poderia ter efeito de bomerangue e aplicar-se a ele próprio, mais tarde.
__Em quem acha que o professor Cavaco Silva vai votar nesta disputa?
__Não sei nem tenho especial apetência por esse apoio.
__E a dra Manuela Ferreira Leite irá votar em si?
__Admiro a sobriedade e a capacidade de trabalho da dra Manuel Ferreira Leite. Contudo não me identifico com ela em determinados temas pois tem uma visão algo estreita da problemática desenvolvimentista de um país moderno em constante revolução tecnológica e não sei se ela irá optar por alguém. Se votar em mim, agradeço,  mas também não tenho especial apetência pelo seu voto.

Acabada a entrevista o Dr Rui Rio desceu os degraus da escadaria e tropeçou. Virou-se para trás e comentou:
__Sou especialista a subir, não a descer...tal como era aquele grande ciclista que foi Joaquim Agostinho!

Nota: A ficção por vezes aproxima-se da realidade... e até tropeça nela...

domingo, 17 de dezembro de 2017

A FLOR DA HONESTIDADE

«Conta-se que por volta do ano 250 A.C., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de ser sua esposa. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa contou à jovem e desesperou-se ao ver que ela pretendia ir à celebração, indagando preocupada:
_ Minha filha, o que você fará lá ? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne esse sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:
_ Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, e isto já me torna feliz.
Na hora marcada, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.
Em determinado momento, o príncipe anunciou o desafio:
_ Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo.
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado. Mas passaram-se três meses e nada surgiu.
A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido, Dia após dia. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.
Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, no prazo combinado, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na data e hora marcada, lá se apresentou, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas cores e formas. A jovem ficou admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente, chegou o momento esperado e o príncipe passou a observar a flor trazida por cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção. Após analisar todas elas, ele anunciou um resultado surpreendente, indicando a bela mas humilde jovem, do vaso vazio, como sua futura esposa.
O público presente, perplexo, quis saber o motivo, afinal, o desafio previa que se casaria com a moça que lhe trouxesse a mais bela flor e ele escolhera, justamente, a que não cultivara flor alguma.

Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
_ Esta jovem foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: A Flor da Honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
A Honestidade é como uma flor, tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor. Independente de tudo e de todas as situações que nos rodeiam, que possamos espalhar essa luz àqueles que nos cercam..
Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, PERCA!!!
Você será sempre um vencedor !!!»
 
in Portal nossosaopaulo.com.br
 
A FLOR MAIS RARA: A HONESTIDADE!
 
Coisa rara, mesmo rara,
já caiu no esquecimento
e ninguém lhe dá valor
típica de "gente ignara"...
gente sem "atrevimento"
sem querer ser "fina-flor"...
 
Por ser uma raridade
já em vias de extinção
só se vê de quando em vez
essa excecionalidade
não dá condecoração
há quem lhe chame "estupidez"...
 
Medra a flor do oportunismo
espalhada em Portugal
por tantos é cultivada.
Vemos o "chicoespertismo"
essa flor do pantanal
virou praga incontrolada.
 
Coisa tão rara, hoje em dia,
no jardim dos sentimentos
tão invulgar, na verdade,
dela temos nostalgia
mas vê-se em certos momentos
é a flor da Honestidade!!!
 
José Manuel  F. Leite de Sá
 

 
Aconteceu hoje mesmo, na feira da Estela Póvoa de Varzim. Uma cigana
 encontrou um porta moedas bordeaux com riscas douradas. Deu conhecimento aos presentes do que tinha encontrado. Passado algum tempo,  chegou a dona. Feitas as perguntas  da praxe o porta moedas foi entregue. Abriu-o e lá estavam intactas as reformas dela e do marido!
 
A  minha vizinha Maria Júlia que estava presente ficou impressionada com este exemplo de honestidade. 
Há tempos a candidata a presidente de câmara a Matosinhos  Luísa Salgueiro foi apelidada de "cigana" por um eurodeputado do seu partido e esse epíteto, trouxe-lhe a vitória!


 
 
Ciganos, no sentido pejorativo do termo, andam por aí em todo o lado, em instituições de benemerência, nos partidos,   quantas vezes aproveitando-se de cargos para se apropriarem de mordomias ilícitas...Também há gente séria em todo o lado, felizmente.
A Honestidade é Raríssima,  por isso, deve ser premiada. Contudo, vemos muitas vezes serem condecorados os corruptos e os ciganos de colarinho branco! Enquanto que os que denunciam os abusos e os crimes são despedidos, levados a tribunal,  vêem as suas carreiras ameaçadas a própria família sofrendo sanções diversificadas...
A propósito, o PR tem condecorado muita gente que, mais tarde, é apontada na praça pública  e alvo de processos judiciais onde se vislumbra corrupção e outras malfeitorias. Era tempo de inverter essa tendência premiando os que combatem frontal e corajosamente essas perversidades.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

RARÍSSIMAS, sob suspeita de gestão danosa...

VER AQUI VISÃO

Uma instituição privada de segurança social está a ser alvo de denúncias públicas admitindo-se gestão danosa, falsificação de documentos da parte de Paula Brito e Costa.

Viagens, bens sumptuários e até vestidos, tal como um BMW de luxo, podem ser a ponta do icebergue.

O país a braços com uma crise, a dívida externa não para de galopar e cá dentro, algumas entidades vão vivendo à grande e à francesa. O ministro da segurança social diz que não sabe nada de nada. Será que vai usar algum testa de ferro para assumir as culpas por algum "extravio de correspondência"? O que há mais é bodes expiatórios...

Tudo é possível neste país de passa culpas. A supervisão falha ou então há gente famosa a tapar o sol da má gestão com a peneira da cumplicidade. Por vezes certos benefícios colaterais servem  para encobrir o cerne da questão quando há aproveitamentos abusivos dessa promiscuidade.
Financiar encapotadamente campanhas eleitorais, dar visibilidade mediática   a algumas eminências pardas,  também é usual. Tudo serve para esconder, calar, camuflar. O Zé contribuinte é que paga. Quando se sabe a verdade pergunta-se: mo foi possível? E a supervisão?!

Isto anda sem rei nem roque!

Ana Leal a jornalista que põe tudo a tu, deveria ser condecorada. Só condecoram corruptos!
VER AQUI AS FOTOS
<

domingo, 10 de dezembro de 2017

Manuela Azevedo



Manuela Azevedo a advogada  junqueirense que se notabilizou sendo vocalista do conjunto  Os Clã
publicou as suas memórias, fazendo referências a Vila do Conde e à Junqueira sua terra natal,
 onde ainda reside.
No seu estilo franco e cordial diz ao JN que a sua (e nossa)  terra é fonte de inspiração, dando alvitres e sugestões diversas, nomeadamente no domínio gastronómico. Faz até referência a uma Adega junto ao rio Ave e a um restaurante  à saída da ponte que já se tem celebrizado por vários motivos.

Elogia o ambiente citadino no verão, a magia das praias e toda a alegria irradiante do nosso povo e das nossas gentes. Não decorrerá muito tempo até que  a nossa junta de freguesia acrescente ao «Alegre-se, aqui é Junqueira», algo de sugestivo em relação à "nossa" "Nelinha" que a todos encanta com o seu sorriso e a sua graciosidade. Merece-o sem dúvida. É uma das embaixatrizes musicais de Vila do Conde e da "nossa" Junqueira onde ainda reside na sua casa da Garrida.

Em sua homenagem recordo aqui um poema dedicado aos Clã, por mim elaborado há uns anos...
 
Uma discreta harmonia
Um encanto sedutor
Não é música... é magia!
É segredo de alquimia
São os CLÃ, se faz favor!

É flor audiovisual
No jardim das emoções
É perfume intemporal
Expoente magistral
Que faz vibrar multidões!

Orgia de luz e som
Um belo luar de Agosto...
De estrelas constelação
Orgulho de uma nação
Que o mundo aplaude com gosto!

Em carne viva o amor
É mais forte e natural...
Não é só pulsão carnal
E até se preciso for:
Uma paixão musical!
 
 


Aqui com Sergio Godinho um grande escritor de canções...

E Com Hélder Gonçalves seu marido e co-fundador da banda


 
Por trás de uma grande mulher...

JVC o novo muro das lamentações?!!!

                                       António da Silva Campos presidente do Rio Ave F. C.

A nova direção do Rio Ave f. c. que deixou de contar com o antigo presidente da assembleia geral Mário de Almeida, por opção do atual presidente, tem contado com uma crítica permanente e nem sempre lúcida do Jornal de Vila do Conde.
E porquê?
A resposta a esta pergunta leva-nos a contemplar o trajeto de Mário de Almeida ao longo do seu percurso político. Ele foi abocanhando a presidência de quase todos os clubes e instituições  para obter prestígio político, grosso modo, "caçar votos"...

Essa obsessão pelos cargos foi notada pelo irmão do escritor José Régio, engº Reis Pereira (que atingiu a notoriedade com o pseudónimo Júlio Saul Dias) que uma bela tarde me disse,  no antigo café Bica Italiana, mais ou menos isto: «Este homem há-de ser assim toda a vida, ele quer protagonismo a todo o custo, cargos e mais cargos, pois sem eles sente-se nu...»
Eu na altura repliquei em tom de galhofa: «Faz lembrar aqueles militares soviéticos a quem o Partido Comunista premeia colocando medalhas e mais medalhas ao peito...»
Enfim, devo reconhecer que nessa altura ele estava de muito más relações com o autarca que o tinha catalogado de "especulador imobiliário" numa célebre entrevista ao JN. E até a razão da minha presença fora um poema que lhe dediquei usando aquele poema d e Manuel Alegre »Há sempre alguém que resiste...»

Enfim, a premonição foi certeira. O diagnóstico da personalidade do referido autarca foi lúcido e clarificador. Enfim, em linha com a personalidade forte e o carácter frontal do poeta-pintor.

Vem este arrazoado a propósito de uma campanha persistente, como chuva miudinha, mas que só "molha tolos", em que o JVC (ou melhor, o estratega-mor dentro dele...), vem denunciando pecadilhos e coisinhas de lana caprina no Rio Ave F. C. (e do seu presidente) com o fito único de enlamear, enxovalhar, denegrir, para, com esta atividade de camartelo demolidor, destruir paulatina e porfiadamente a credibilidade do líder rioavista.

Perdeu o poder e a sua principal galinha de ovos de ouro na caça ao voto: o rio Ave F. C.. Logo, o desejo obsessivo de recuperar o poder usando esta estratégia, tentando recuperar  a tal  arapuca de caça...que tando êxito teve ao longo de muitos e muitos anos...Cavalgar nos 20% de votos contra é a sua nova paixão. Um conselho: use viagra, pode ser que cheguem aos 50%,  e então a coisa mudará...




                                                                    A arapuca...

sábado, 9 de dezembro de 2017

PR no Intendente a fazer a barba...

https://www.dn.pt/portugal/interior/reportagem-marcelo-foi-ao-minho-barbeou-se-e-alertou-para-excessos-de-turismo-no-intendente-8973188.html
Manter a cidade viva, é o propósito... Oxalá o consiga. Esta barbearia já tem cento e dez anos...
O VENTO DA SAUDADE
Há um ano faleceu a minha Mãe



A Saudade é um vento que sentimos
Bater leve, na alma, com doçura;...
Um ano decorreu, e nós ouvimos
De novo, essa voz doce, só candura.


No esplendor divinal estás, assim cremos,
No regaço de Deus, tão sorridente,
Só fizeste o Bem, todos nós sabemos
No nosso imaginário estás presente.

E se os anjos te cantam os seus hinos
Nós, por cá, te louvamos a virtude
Por ti dobram, de novo, os sinos
Foste Mãe, foste um Sol em plenitude!


José Manuel Figueiredo Leite de Sá
Junqueira 10-12-2017
Ver Mais

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O ÁRBITRO, A BESTA NEGRA!!!







Árbitro, besta negra, fácil alvo
De mentecaptos, mentes aberrantes;
Ninguém pode dizer que está a salvo
De sucumbir nas garras dos tratantes!


Se algo não corre bem, ele é o culpado!
O bode expiatório mais frequente,
Seu património pode ser roubado
E a família, até vítima inocente!

Fanáticos sem cura, sem perdão,
Bolsam a sua raiva infra-humana
Fazem o mal e escondem sempre a mão!

Gente vil, tão cobarde, tão sacana
Fazem do futebol triste obsessão!
Guerra de gangues, montra vil e insana!
J leite de Sá
4-12-2017

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Amnistia Internacional, Bandeira de Liberdade







Amnistia Internacional
 
Uma organização transnacional
Tendo um cunho humanista a respeitar
P´los Direitos Humanos quer velar
Num mundo tão polémico e imoral...
 
O império da lei há que enfeudar
Às liberdades mais fundamentais;
Impedir as torturas e os sinais
De abusos de poder  sem vacilar.
 
Combater corrupções e prepotências
Cortes às liberdades e direitos
Enfrentando censuras e até pleitos
Alertando o poder e as consciências.
 
Os povos bem precisam de bandeiras
Bastiões corajosos contra o medo,
Minando a opacidade e o segredo
Lutando, enfim, em todas as trincheiras...
 
j. leite de sá

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Aristóteles sempre em festa......



A vida do engº Aristóteles mudou um pouco desde  que a justiça __ sobretudo graças ao juiz Alexandrino Salomão__ começou a aprofundar o seu modus operandi. As escutas foram denunciando laços e teias de cumplicidades. As investigações prosseguiram e aprofundaram os fluxos financeiros, suas origens, datas, destinos. Foram comparadas datas de determinadas decisões e eventuais beneficiários delas. Havia uma técnica muito sui generis para despistar as autoridades: o circuito era complexo e havia o recurso a testas de ferro que funcionavam como intermediários, não sabendo, eles próprios,  muitas vezes, quem era o destinatário final dessas vultuosas verbas.
A rede era complexa e diversificada. Os fiduciários usados recebiam uma percentagem do volume transacionado (a título de subsídio de risco), Contudo, nem todos usavam a discrição necessária e os contornos foram-se avolumando de forma alarmante  tornando certas transações alvo de suspeita. A justiça ia fazendo o seu trabalho com meticulosa prudência.
Paralelamente,  o jornal «Corneta da Tarde», sempre sequioso de presentear os fiéis leitores de novidades neste domínio tão sensível,  ia dando conta de movimentos estranhos na vida do engº Aristóteles. A opinião publica ia sendo preparada para algo de surpreendente e colossal. Ia divulgando coisas aparentemente impensáveis para os ainda crentes na figura imaculada do engenheiro, que, usando a vasta rede de amizades (cumplicidades?) na comunicação social dava-se ares de vestal imaculada dizendo que vivia à custa da mãe e de uma pequena herança. Contudo, as exibições de poder financeiro eram constantes. Aqui e ali os seus mais íntimos (e íntimas) iam-se interrogando sobre a real origem desse pequeno império financeiro.
Uma amiga, Ferdinanda Cansado, foi escutada pela PJ a exclamar,  perplexa,     ao telefone:
«Não é muito vulgar um engenheiro que foi político de nomeada, ter casa em Paris e montes de massa...»

Ele sorria e disfarçava, dizendo que era tudo boa gestão de fortuna familiar. Tudo adentro das normas, nada de anormal. Não queria espantar a caça, levantar lebres, pois sabia que a "Corneta da Tarde" andava a pesquisar tudo sobre os movimentos suspeitos em seu redor. Escrutinar o poder, sem tergiversar, era o lema do referido jornal que não tinha  pruridos e aprofundava as questões com rigor e objetividade. Esquerda ou direita,  para a "Corneta",  não fazia diferença. O rigor era igual. Muito embora o engº Aristóteles propagasse o contrário. Ele acusava o jornal de perseguição pessoal, aliança espúria com a justiça para uma vendetta personalizada na sua pessoa. Chegou mesmo a admitir que o seu processo e a investigação ao seu património nada tinha de normal, era apenas uma forma de decapitar o seu partido e impedir que ele próprio fosse candidato a presidente da república. E esta tese chegou a ganhar foros de verosimilhança junto dos seus apaniguados, tal a insistência nela.
Até que um dia, a  sua ex-apoiante, Anita Gomez,  fez uma declaração pública hostilizando a criatura e os seus métodos. Segundo ela,  era suicidário o comportamento de alguns no aparelho partidário,  que não se apercebiam   de que o engº  Aristóteles estava a usar o seu partido para reforçar a vitimização, fazendo crer que era uma vítima de campanha político-partidária. Era uma subtil forma de parasitar o partido,  que devia ficar bem  a leste desta embrulhada.
Esse objetivo foi atempadamente travado. Mas nem todos seguiram o aviso. Outros, por amizade, gratidão política, ou por desejo de protagonismo fácil, continuaram a dar eco a esta vitimização promovendo jantares de louvor e de homenagem (estilo reparação moral, desagravo) ao engº,  usando o mediatismo como força intimidatória.

Enfim, o engº Aristóteles, sentindo que precisava cada vez mais dos holofotes mediáticos e estes começavam a ser mais comedidos, usou uma nova estratégia. Começou a trilhar o caminho da fama à custa da publicação de livros. Ou seja, para ter um pretexto para usar a arma mediática para enfrentar melhor a justiça, passou a escrever livros em catadupa  e cada lançamento era uma arma de arremesso à justiça. Estratégia pouco ética, mas de forma maquiavélica, sentindo que os fins justificam os meios, lá foi por ali fora, sem olhar a gastos, a cumplicidades, a estratagemas, a embustes...

Muito embora já chamuscado pela comunicação social que via nele um trambiqueiro, um embusteiro, um arrivista sem escrúpulos  (sobretudo aquando do processo da licenciatura, envolvendo um exame por fax e outro alegadamente feito  ao domingo...) ele enveredou pela via costumeira: o espertismo.
Não teve medo de ser de novo desmascarado. Coragem ou irresponsabilidade?!
O vício é terrível. Cesteiro que faz um cesto,  faz um cento. Ser embusteiro já fazia parte do seu ADN e não iria abdicar dele. Não receou que se descobrisse, que desse para o torto, que os próprios colaboradores dessem com a língua nos dentes ou que uma falha qualquer denunciasse esse mistificador comportamento. Enfim, o espertismo, a audácia tonta, o ingénuo e manhoso calculismo arrivista no seu horizonte...Os fins (fama, holofotes mediáticos, a glória no tecido intelectual, o aplauso acéfalo das hostes...) sempre a justificarem os meios ardilosos, capciosos, mercenários...
Enfim, aquilo estava-lhe na massa do sangue. Era imparável o recurso a artimanhas, falsidades, habilidades tontas de um desesperado. Esquecia, imprudentemente, que havia forças escrutinadoras no seu encalço e no encalço de todos os seus interlocutores. Ele era um alvo a abater. Havia sede de justiça em muitos segmentos: na política, na comunicação social, na justiça.

Um livro que fez publicar e que intitulou de «Carisma, o meu talento», foi escrito pelo professor Forninho, um conhecido professor universitário de Coimbra. Tudo pago a peso de ouro como era seu hábito. Não queria que os seus colaboradores se queixassem de falta de incentivos financeiros. Ele agora era um mãos largas, um magnânimo, um mecenas; essa faceta iria ser um dos seus calcanhares de Aquiles, pois toda a gente achava estranho tal comportamento. Lá diz a sabedoria popular «quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem!»
E, por muita amizade que se tenha a alguém, este exibicionismo choca e lança sérias suspeitas sobre a idoneidade de quem assim procede. Acresce o facto de haver circuitos  sinuosos a percorrer, barrigas de aluguer e fiduciários aos montes. Logo, tanta prodigalidade e tanto secretismo são sempre o tal fumo que prenuncia o fogo. quem se mete nestas coisas,  sabe-se, corre o risco de se queimar mais tarde ou mais cedo.
Enfim, cada qual sabe as linhas com que se cose. Mas quem está viciado (é o termo mais objetivo para classificar esta "praxis") nestas andanças não teme  a intromissão do longo braço da lei, ou melhor, julga que, usando alguns estratagemas e linguagens codificadas, nada de grave acontecerá, nada de anormal surgirá no horizonte. Irresponsabilidade ou confiança cega nas suas virtualidades?!
Ambas as coisas certamente.

É cada vez mais frequente...





É cada vez mais usual o que se passa em RARÍSSIMAS...


https://www.dn.pt/portugal/interior/rarissimas-gasta-dinheiro-em-vestidos-bmw-e-viagens-8975196.html

Gente sem tutela inspetiva (ou com ela fazendo "vista grossa"...) gasta o que não deve em coisas que são a tentação de alguns oportunistas...

A caridade, a solidariedade de uns ingénuos úteis  sendo aproveitada por espertos que vivem à grande à custa de todos nós...Virou praga!

Sim, senhor engenheiro!

Ele estava muito excitado. Era o seu amigo de Coimbra, o professor Forninho. Os minutos passavam e aquele diálogo apaixonante e tão íntimo era digno de figurar nos anais do anedotário indígena.

__Sabe__ dizia ele com entusiasmo desmedido__ eu quero que essa obra fique nos anais como a tal obra-prima imorredoira que leva diretamente ao Panteão, aquele tratado de eloquência incontestável, enfim, compreende-me, será a cereja em cima  do bolo de toda a minha carreira recheada de êxitos e vitórias indiscutíveis.
__Sim, sim__ dizia o professor, não regateando empenhos__ pode confiar em mim. Vou caprichar, será algo de transcendente, a crítica render-se-á e o público lerá isto com avidez e veneração.
__Quero que capriche nas frases em latim, quanto mais herméticas e rebuscadas melhor. Quero que exiba aquele nefelibatismo exacerbado que vos caracteriza e vos dá aquela aura de genialidade. Terá de ser uma escrita gongórica, um rococó inteligente e digno de um intelectual topo de gama. Enfim, está a ver, deverá subir aos rankings logo de imediato sem esperar pelos favores da crítica. Mas eu tratarei disso à minha maneira...Autopublicidade é o meu trunfo.
__Pode confiar em mim__ retrucou o professor Forninho__ eu sei fazer as coisas com discrição. Depois falaremos nos mecanismos remuneratórios. Vou precisar de uma certa  tecnicidade pois estou em vias de exclusividade na universidade  e não quero perder regalias. Compreende...
__É óbvio que sim. Dinheiro não faltará. Discrição é precisa em igual abundância no nosso duplo interesse. Confio cegamente em si e deverá confiar em mim. A confidencialidade é o segredo do nosso negócio. Nem Deus deve saber disto, como é compreensível. Queria rapidez e excelência. Sabe que pretendo que me faça uma tradução para francês, pois quero fazer passar isto como uma obra de tese apresentada na Sorbonne. Conto consigo ou com alguém de sua inteira confiança para que o sigilo não seja violado.
__ Serei um túmulo, pode crer. As coisas devem ser perfeitas em tudo. O senhor será alçapremado ao rol dos eleitos, dos ungidos por Minerva, a crítica ficará rendida para sempre ao seu ADN literário, ao seu engenho discursivo, ao seu fascínio intelectual. Ficará para sempre na galeria dos imortais.
__Obrigado, professor__ dizia o engenheiro Aristóteles com frenesim e fervor de um devoto, aguardando o milagre. O milagre da multiplicação dos talentos. __Sabe que já dei conta aos amigos do que estou a escrever, conto consigo para não os desiludir. Use aqueles termos rebuscados, parafernálias, idiossincrasias, coisas que caem bem no ouvido desta gente ignara que se rende ao exótico, ao esotérico. Quero que fiquem todos de boca aberta, rendidos à magnificência do meu estilo, ao fulgor das minhas análises, à clarividência da minha cosmovisão, enfim, sabe que sou vaidoso, gosto de me ouvir falar na televisão, por vezes fico horas e horas contemplando as minhas entrevistas em que sou a estrela refulgente perante aqueles abúlicos e monocórdicos entrevistadores de  pacotilha,  incapazes de esgrimirem com o meu ego fulgurante e omnisciente; quero convencer o vulgo, mas também as pseudoelites, que por vezes, me agridem de forma insana. Esses, também, serão o alvo dessa minha  lava intelectual que jorrará, tal qual uma fonte de Parnaso,  aos olhos espantados  dos meus acerados adversários.
__Sim, sim,  senhor engenheiro. Será um murro no estômago dessa gentalha  que o insulta diariamente nas redes sociais e nos blogues, sem respeito;  dobrarão a cerviz de forma  radical ao lerem este manancial de lucidez e de mundividência que  trará delícias a  todos, fazendo baixar a crista aos mais céticos, aos mais ferozes. Capricharei no tom, farei tudo o que estiver ao meu alcance para que a sua fama centuplique e suba em espiral aos céus da grandiloquência. Será, estou certo, uma estrela de primeira grandeza no firmamento da comunidade científica universal. A seu tempo tudo se confirmará, estou crente.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O PÂNTANO DOS PÂNTANOS...








O meu novo livro já tem mais de duzentas páginas e promete ir às mil. Talvez seja editado post mortem, pois para já o país ainda não está preparado pera assimilar a sua mensagem intrínseca. Não sou escravo do mercado. Hoje em dia os escritores escrevem para um prémio aqui, uma sinecura ali, um banho de multidão numa escritaria qualquer. São demasiado vácuos, demasiado a leste da realidade que os circunda. Refugiam-se no passado, no abstrato, no cinzentismo,  para se darem ares, caírem bem nas máfias literárias que a soldo dos impérios financeiros andam por aí. Num ambiente corrupto até a literatura caiu nas suas garras omnipresentes.

Eu não sou vendável. Em ambos os sentidos do termo. Logo, só posso escrever para o futuro. Não tenho veleidade sem ser colunável ou figura de proa do jet set. Sou como sou e não irei mudar. O povo que hoje devora livros é vítima do mediatismo alucinante, do marketing estuporado que aliena, estupidifica, sacraliza alguns de forma excessiva, mas sem aquele carisma imorredoiro que deleita e fascina os veros apreciadores do néctar literário na sua  mais requintada expressão.

Tenho-me divertido imenso. Lamento não poder partilhar tudo, mas vou dar uma pista. Abrir a cortina...

O narrador é o historiador Herculano Seguro, residente nas beiras,  de onde observa a capital com sarcasmo e sobranceria. Uma simbiose de Alexandre Herculano e António José Seguro; tem a lucidez de um Winston Churchill, a paciência de um  Sherlock  Holmes e  a ironia de um Charles Chaplin.
Tal como o conceituado historiador que, farto das intrigas palacianas da capital,  se retirou para Vale do Lobo, também este fez uma cura de distanciamento e rumou ao interior,  de onde vai observando as peripécias de uma rapaziada ignóbil,  que vai dando cabo do país pouco a pouco, contudo,  ostentando um ar de imaculada superioridade e de cretina ousadia. Sempre a incensar-se a si própria e pagando generosamente a turibulários mercenários para o fazerem também. Uma corja!

Herculano Seguro retrata o perfil de um juiz honrado e incorruptível, chamado Alexandrino Salomão, que,  apesar de fustigado por certa comunicação social enfeudada ao vespeiro mandante, contra ventos e marés, leva o barco da justiça a porto seguro. Tem um amigo poeta que lança bordoadas ao putrefato "Sistema", que ele designa por "corja" aristotélica. Chama-se Ramos de Barros.
Quem é José Aristóteles? É o popular  "Zezito",  um provinciano petulante que ascendeu na política de forma muito rápida e astuta à custa da corrupção, do compadrio, da cumplicidade de muitos compagnons de route. É cognominado por Herculano Seguro de " a bomba". É a bomba aspirante-premente da corrupção e das suas teias, dos seus vasos comunicantes. A "bomba" tem uma doença grave, incurável: «a síndrome da aparência!»

Desde pequenote o "Zezito" sofre dessa maleita. Gostava de ser o melhor, o mais atrevido, o mais amado. Pela vida fora essa doença catapultou-o para a fama. Contudo, tinha de pagar caro para ter fama. Habituou-se a pagar e arranjava sempre maneira de outros lhe pagarem mais a ele, para não ficar dependente. Enfim, a tal bomba aspirante premente, aspirava  com astúcia  a este  e àquele e ia premindo, premindo,  para que o fluxo financeiro não parasse e fosse irrigando a vasta selva das suas cortesãs e cortesãos.

José Aristóteles, por vezes,  confessava aos amigos íntimos  que era vítima das suas meretrizes . Mas queixava-se de,  também   ele, ter "rameiros" no seu séquito, na sua  vasta corte, no seu rol de tentáculos. Fazia-se pagar caro pelo banqueiro Ricardo Água Doce, quando este lhe pedia algum favor, mas também era saqueado por alguns a quem pagava generosamente. Ricardo Água Doce também sofria de uma doença grave: a generosidade patológica, a prodigalidade.

Mas também sabia ser pródigo consigo próprio, tinha sacos azuis disfarçados em todos os paraísos fiscais, a que dava o nome de "ninhos". Tinha o cuidado de afirmar, quando lhe gabavam essa generosidade galopante: «tenho ovos em vários ninhos" e "a poedeira continua a esmerar-se pois são sempre ovos de oiro...".  A poedeira era o banco que levaria ao pântano, muito mais tarde...

O juiz Alexandrino Salomão vivia mal, passava noites em claro, mas era escravo da sua consciência moral, do seu amor à causa nacional, enfim, tinha sempre em mente que vestia a camisola do povo, dos desfavorecidos, dos lesados pela ganância (doença?) dos "donos disto tudo", como dizia aos amigos e confidenciava à família. Mas não era um homem cinzento e frio como argumentava Aristóteles. Ele não podia frequentar festas, manifestações mundanas, restaurantes de luxo, porque não dispunha de meios e a natureza específica da sua função,  também o exigia. O dever de recato e a reserva eram atributos que ostentava com orgulho. Era um "miserável", no sentido de austeridade, da vida espartana que levava. Fazia da sua missão um sacerdócio, era tido como o novo Cristo que empunhava o chicote da justiça para expulsar os vendilhões do templo democrático.

Mas tinha um secreto prazer na sua missão. Desvendar mistérios, fazer cair os anjos hipócritas da sociedade, desmascarar os fariseus da nova era. Descobriu até que o fariseu Aristóteles mandava escrever livros para ser ele a publicar e fazer constar que eram de sua autoria. Pagava caro ao escritor e usava testas de ferro para encaminhar fluxos financeiros diversos para despistar a justiça.
Quando foi descoberto,  ele gritou, barafustou, e usou os megafones mediáticos dos seus sicários para berrar alto e bom som: «E tudo um embuste, um romance, uma campanha negra contra mim!»

Mas Aristóteles também tinha virtudes. Gostava de animais. Tinha até uma cadelinha de luxo a quem depositava os mais recônditos segredos. Chamava-lhe Branquinha,.. era a sua branca de neve.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O PERSEGUIDO, FILME PORTUGUÊS...





 
 
Vivo à grande e à francesa
Não é segredo o que peço:
Luvas por baixo da mesa!
Já posso ostentar riqueza
Ser  escritor de sucesso.
 
Eu não sei nada de nada
IVA ou IRS, mistério!
Tenho a carteira abastada
Causo uma inveja danada
Sou honrado e muito sério...
 
Tenho amigos generosos
Que me dão prendas, milhões!
Eu detesto os curiosos
Frustrados e invejosos
Que perguntam as razões...
 
Colocaram-me a mandar
Meteram-me o "pau na mão"
O povo em mim quis votar
Agora sou o vilão?!
Tenho carisma... um "dom"
Sei,  o vil metal sugar!!!
 
Eu jamais serei culpado
Dão-me luvas, dão  chapéus
Agradeço o que me é dado
Cumpro com o acordado
Somos leais... nunca réus!!!

domingo, 29 de outubro de 2017

Cardeal polémico...

D. Manuel Clemente o cardeal patriarca de Lisboa vem dizer que Martinho Lutero é um fonte de inspiração para a Igreja Católica. Isto, se fosse dito há cinquenta anos, seria um escândalo; hoje, com os novos ventos regeneradores, é perfeita e pacificamente aceite sem contestação. De facto a figura d e  Lutero, um dissidente, que teve as suas razões para o   ser, começa a ser  branqueada e até enaltecida pois foi dos primeiros a ousar criticar as cúpulas da IC embriagadas pelo vil metal e pelo luxo. Entre nós o próprio Gil Vicente, um pedagogo extraordinário, um homem de bem, um desmistificador por excelência viu os seus últimos dias enegrecidos  por causa da simpatia manifestada em Amsterdão pelas ideias regeneradoras de Martinho Lutero e Calvino.

Hoje em dia, até Eça de Queiroz, um escritor que continua no "Index" da IC , poderá ser fonte de inspiração (dentro de certos limites, é óbvio) pois  contribuíu  para desmistificar um universo pútrido que funcionava adentro de uma instituição que se autoproclamava defensora de todas as virtualidades,  mas que, na prática, vamos sabendo isso agora, paulatinamente, detinha dentro de si o gérmen do pecado, da criminalidade e do abuso de poder no patamar mais elevado.
 Por vezes, certas figuras, consideradas semideuses, à custa de um culto de personalidade artificialmente criado por púlpitos mediáticos e pela omnipresente corrupção, são de facto, criaturas medonhas, sem um pingo de ética, sem um resquício de vergonha na cara e capazes dos  atos  mais hediondos. Mais tarde, quando o seu poder começa a diminuir, a sua influência se esvai,  e surgem, quais icebergues, as montanhas de delinquência e de criminalidade que estavam emersas, sob a conivência de mediatismos artificiais, todos ficamos estupefactos como foi possível manter por tanto tempo as aparências..

Nomes? São tantos e tão óbvios que não é preciso citar. A nível nacional e internacional os escândalos surgem em catadupa. A própria IC se dá conta disso intramuros.

Preciso é ter o bom senso de admitir que todos somos potencialmente pecadores, potencialmente diabos, mas que, todos gostamos de surgir aos olhos da turba, como anjinhos imaculados. Todos, sem exceção. Incluindo papas, cineastas, políticos, banqueiros, autarcas, professores, atletas.

sábado, 28 de outubro de 2017

Crise na Catalunha...





A declaração unilateral de independência pelo parlamento catalão é algo que deve preocupar toda a União Europeia. O processo tem vertentes que importa analisar com prudência. Se é certo que é um crime de traição à pátria, logo  punivel por lei, há a convicção de que a Catalunha está a ser preterida e marginalizada em alguns aspetos, sendo legítima  a insubordinação. Depois, há também a questão monárquica. Cada vez mais há um movimento republicano que está aparentemente adormecido mas poderá eclodir com vigor, se o Estado usar a violência para reprimir os independentistas. O caldo de cultura existente é suscetível de  gerar anticorpos latentes na sociedade contra o próprio regime monárquico.

Enfim, a reboque da questão catalã poderá vir a questão do regime: monárquico ou republicano...

A Espanha está em polvorosa e  os danos financeiros e similares (agitação bolsista, fuga  das sedes de empresas, agitação social, violência potencial...) poderão potenciar uma guerra civil larvar...Portugal será o país europeu mais afetado, como é óbvio.

A prudência e a contenção deverão ser a tónica dominante. Madrid tem a lei a seu lado e tudo fará para sabotar esta tempestade num copo de água(?) não abusando da força mas também não deixando de usar o poder como qualquer estado soberano deve fazer se quiser manter a sua integridade. Isto é algo de preocupante pois poderá ser um rastilho para novas erupções independentistas. A União Europeia tudo fará para que não floresça este movimento independentista pois poderá ser o princípio do fim. Há que ter calma e ponderação mas sem tibiezas há que disciplinar sob pena de se gerar a curto ou a médio prazo uma situação caótica.

sábado, 14 de outubro de 2017

FIGAS, CERTIFICADO POÉTICO!!

VER AQUI





 Poeta d'eleição, Figas já é
Certifico eu, sem hipocrisia;
E nem solicito o voto à  ralé
Recorro, tão só, à ... poetometria!
 
 
 
Qual a craveira? Não posso dizer.
O dirá o Juiz-Tempo,  'stou crente.
Génios? Há poucos, todos querem ser...
O Devir falará, obviamente!
 
rouxinoldebernardim

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

INUNDAÇÕES A SEGUIR AOS FOGOS?!



As tragédias sucedem-se em Portugal. Depois dos episódios dramáticos vividos em Pedrógão Grande e limítrofes, surgiram agora novos e dantescos incêndios elevando o numero de vítimas fatais para a centena.
Será fatalismo?! Haverá organização criminosa a tutelar tudo isto?!

É bem possível que os fenómenos naturais sejam o potenciador. No entanto,  poderá haver aproveitadores.

Era bom que os organismos responsáveis investigassem a fundo tudo isto pois não é natural tanta calamidade. Não poderá ser só incompetência e falta de planificação governamental (que a há, obviamente),  mas a mão criminosa pode estar aí, também.

Será que as inundações irão provocar também danos  neste já tão martirizado país?

Será que os rios Mondego, Vouga, Douro,  Tejo e outros , irão fazer das suas?
Será que a Madeira será de novo fustigada?

Era bom que se prevenissem situações criando mecanismos de  supervisão a fim de minimizar os efeitos sempre danosos.

Há meios de reduzir o impacto destes excessos. Há que tomar medidas atempada e prudentemente.

O improviso, o desenrasque, as medidas avulsas tão típicos do português  vulgar de Lineu não são compatíveis com a gravidade destes excessos climatéricos que nos vão martirizando ano a ano,  e os responsáveis cruzem os braços e digam que é "fatal", é  "normal"...

Há que ir a fundo, estudar as questões e envolver meios adequados para minimizar (já que não se podem evitar) os danos emergentes.

Portugal precisa de governos sólidos, competentes, capazes de planificar e não gente bem disposta, capaz de muito palavreado e muitas entrevistas grandiloquentes mas  ineficaz.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Operação Marquês- A Acusação!


Finalmente surgiu a acusação nesta famigerada Operação Marquês.
 

VER AQUI  e AQUI NA VISÃO

Antes de lerem as 4.000 páginas já  se tecem considerações de toda a ordem. Uns para atacar e outros para defender. É óbvio que a comunicação social tem publicado muitas peças que denunciam graves irregularidades e indiciam práticas altamente nocivas. É óbvio que indícios são indícios e provas são provas. Daí que muito embora já se saiba que José Sócrates e Ricardo Salgado são tudo menos pessoas de bem, era útil alguma contenção pois até ao lavar dos cestos é vindima...

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Amália Rodrigues, uma diva

Faleceu em 6 de Outubro de 1999 mas continua a encher-nos de musicalidade e de luminosidade poética. No céu, Santa Amália, certamente deixará o próprio Deus orgulhoso da obra produzida...
A minha modesta homenagem, hoje:


Amália não foi embora
Eterna é a sua voz
Está a cantar no céu, agora,
Está à espera de nós!
 
P'ra lá vamos, com certeza,
Temos um lugar cativo
Já nos reservou a mesa
E veremos Deus... ao vivo!
 
Amália não morre mais
Tem o dom da eternidade
Ela fica nos anais
Podem crer, isto é verdade!
 
O fado é puro prazer
Que nos leva à santidade
É o coração a bater
É o altar da oralidade.
 
Amália, halo divino,
Naquelas cordas vocais
Voa ao colo do Destino
Amália não morre mais!